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Reflexões, memórias e de narrativas de viagem em busca de lugares sagrados para fotografar.




Hoje eu vou iniciar logo com uma paisagem sagrada antes de chegar em um objeto, uma construção propriamente dita. Essa imagem que nós temos diante dos nossos olhos é o Monte Sinai. O Monte Sinai fica na península do Sinai, no Egito, África do Norte. Foi lá que Moisés recebeu as tábuas da lei com os 10 mandamentos que a gente encontra na Bíblia hebraica e no Velho Testamento (que já é uma compilação cristã). Bom, nós subimos e foi uma caminhada muito difícil. Talvez uma das caminhadas mais difíceis que eu já fiz.

Foram oito horas de caminhada no deserto, com pouca água, tudo muito íngreme, uma paisagem muito agreste, mas que trazia uma experiência sublime. Primeiro por estar pisando em solo sagrado. Eu subi o Monte Sinai com uma mestra. Eu tenho duas mestres. Uma mestre é a Lúcia Helena, que muitas pessoas já conhecem e que foi minha professora. E uma outra mestre, a sigla do nome dela é MT. Eu subi com essa mestra de sabedoria, uma guia espiritual, esse monte. Ela já é uma senhora e achei muito interessante porque ela disse que em solo sagrado se pisa descalço, “eu vou com os pés nus”, disse. Ela, com seus 70 anos, subiu e fez toda a caminhada com os pés descalços como manda a tradição: tirar os sapatos para entrar em lugares sagrados. Foram oito horas. Eu achei aquilo muito comovente, muito emocionante.

Me lembro que eu subia o Monte Sinai - que não deixa de ser um caminho de peregrino e de sacrifício — e memorizei, disse o nome de todas as pessoas que eu conhecia como se cada degrau que eu estivesse subindo fosse um chamado, um pedido de bênção e de coisas boas que acontecessem para aquelas pessoas. Então foi muito interessante porque eu tive muitas horas para recordar de todas as pessoas que eu conhecia. Amigos e nem tão amigos assim.

Como o meu projeto se chama “Arqueologia do Sagrado”, eu gosto muito quando aparecem determinadas interferências como esse brilho, esse sol que explode e tudo ilumina como se fosse uma gênese. É como se fosse uma pronúncia, como se fosse o próprio Deus que envia uma mensagem e que tem um filho que navega por ali, naquele elemento colorido que transita por ali entre um círculo.

Gosto muito desse tipo de fotografia e esse tipo de interferência cromática tem ficado muito nítido a partir das fotografias digitais. Anteriormente com as fotografias analógicas e película, isso era muito raro de acontecer. Então eu gosto muito e acho que combina muito com a minha proposta. É como se fosse uma hierofania, que é um conceito que eu vou explicar logo a seguir.

[ continua na próxima Crônica Fotográfica ]


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